27 de jun. de 2010

África do Sul

Chegamos hoje em Johannesburgo. Só mostramos o passaporte cinco vezes no aeroporto 4 de Fevereiro. 
Verdade que Rodrigo esqueceu o papel da vacina de febre amarela e tivemos que voltar em casa pra pegar, mas eram 5 da manhã, então sem trânsito nenhum fomos em 20 minutos e embarcamos no horário previsto.
Em Johannesburgo muitos brasileiros uniformizados por todos os lados. Não sei se é porque somos brasileiros mas temos essa impressão.
No shopping uma placa sinaliza que está proibido o uso de vuvuzelas.
Na Mandela Square um grupo de brasileiros se empolga e começa "Eu, sou brasileiro, com muito orgulho..." do outro lado uma turma de arrentinos canta sua música também em coro.
Com os jogos de Argentina, México, Chile e Brasil acontecendo hoje e amanhã na cidade, os sulamericanos estão em todo lugar.
De repente escutamos alguém perguntar "Do you have sorvete?".


bairro Rosebank, onde fica nosso hotel






Nelson Mandela Square



restaurante onde assistimos Alemanha x Inglaterra

24 de jun. de 2010

Waka waka

Como não poderia deixar de ser, vamos pra África do Sul ver os próximos jogos do Brasil. Como já fomos pra Johannesburgo, dessa vez devemos fazer passeios menos "turísticos" se é que isso será possível considerando a quantidade de turistas. 
Se der, postamos nossas fotos e novidades da copa - das zebras, com Slovakia ganhando da Itália! 



19 de jun. de 2010

Quer comprar o quê?

Coisas que você pode comprar na rua, dos vendedores ambulantes em Luanda:  

meias, calcinhas, 
gravatas, jaquetas de couro, ternos,
chinelos, cachecóis nas cores de Angola, 
sapatos, tênis,
panelas, pratos, tupevares,
cds e dvds,
benjamin, carregadores de celular, extensão,
cadeados, ferramentas, 
chuveiros,
escorredores de prato,
cartões de celular pré-pago,
rádios de carro,
liquidificadores - com a caixa, ferros de passar roupa, 
tábuas de passar roupa,
pêssegos em calda,
cabides, vassouras,
colchão de ar

Isso foi o que vimos só no caminho do supermercado pra casa...
O melhor é que os pratos ficam empilhados na cabeça da mamá.
O vendedor do colchão já passeia com o colchão cheio. 
E tem também as frutas e legumes que vendem o tempo todo na rua. 
Tinha também um cara vendendo queijo... no sol, e era meio dia. 
Melhor que isso só uma mamá vendendo iogurte.

5 de jun. de 2010

Banheiro químico

Tá apertado? vai na rotatória!

Alucinação

Eu achei que era pegadinha do Faustão ou que meu chá era de cogumelo... Ontem escutei Super fantástico no balão mágico! Logo depois de um kuduro, ultrapassando os limites de uma balada eclética.

1 de jun. de 2010

Lambada

Eu não sei o que se passa, mas ultimamente quase todo dia tem festa perto de casa com música bem alta. Ou, abriram uma discoteca que não tem proteção acústica porque parece que a balada está dentro do nosso quarto.
Nessa semana começamos a escutar:

Preta fala pra mim, 
Fala o que você sente por mim...
Será que vou, será que você me quer
Será que você vai ser a minha mulher
(e a parte que eu gosto mais:)
Bateu legal, bateu forte a capoeira
Pintou, virou, bateu minha cabeça
(o que será que Beto queria dizer com isso..)


É o sr. Barbosa arrasando na balada de Luanda! 

14 de mai. de 2010

Esther, esse post é pra você


Outro dia eu estava lamentando a falta da Esther... Se você não se lembra, ou não conheceu, espie no post. 
Aquela mulher esfregava a cortina do box como ninguém, lavava roupa agachada sem dobrar os joelhos e era um doce de pessoa. 
Um pouco confusa com o que fazer com o vidrex, verdade, mas uma ótima faxineira.
Aqui nós já fizemos várias tentativas. 
A primeira, usou apenas um pano de prato pra limpar a casa todinha. Mas ela lavou o pano no final, o que demonstra uma super boa vontade. A segunda nem veio, foi demitida do escritório porque sumiu uma câmera fotográfica. A terceira, quebrou o braço. A quarta, veio mas como a tia tinha morrido, só pode passar a roupa (não toda) e teve que ir embora... não conseguiu nem arrumar a cama de tão atordoada que estava pelo luto. Depois veio a Domingas... 

Chego do trabalho 4hrs e o Rodrigo me liga:
- A faxineira tá aí?   
- Não...
- Mas eu liguei e ela disse que tava aí.
Ele liga de novo:
- Acho que ela entrou na casa errada. Liga pra ela.
Eu ligo:
- Domingas, cadê você? sai na porta da casa!
E lá vem ela, com uma cara de perdida, da casa da vizinha, toda sem jeito.
- Domingas, pelo menos a vizinha vai ficar contente! Você passou direito a roupa? 
- A chave entrou sra Samantha! A sua chave...
- Pelo menos se eu precisar de açucar sei que posso ir lá pegar...

12 de mai. de 2010

Mistério


Quando chega a conta de luz? até agora ela não chegou...
Se ela não chega, onde eu vou pra pagar?
Como sabem quanto gastamos se o relógio fica dentro de casa?
O que acontece se eu não pagar?


Resolva o problema e ganhe um corte Obama na barbearia "entra feio e sai bonito" (não se preocupe que ela está localizada estrategicamente numa região de fácil acesso).

9 de mai. de 2010

Murphy e meu cereal


Eu não sou fresca. Posso dar um exemplo recente que prova isso: fui eu que limpei o banheiro quando nosso vaso sanitário transbordou. E é importante lembrar que não tinha só água na água.
Mas quando se trata de comida aí eu sou fresca.
E a cada embalagem de alimento que eu abro aqui, encontro um "desconvidado".
Tudo que eu queria era comprar um macarrãozinho sem carunchos, um arroz sem bicho, uma farinha sem minhoca. 
Outro dia, abro a farinha e lá estão eles... seres pretos e pequenos. Coei a farinha e sobraram coisas brancas no coador. Olhei bem de perto e vi que elas se mexiam. 
Não tem a ver com Angola, ou com África, porque eu já encontrei uma família inteira morando no meu cereal em São Paulo. Mas aqui acontece todo dia!
Pode ser lei de Murphy. É a lei mais seguida no planeta. Pelo visto por cereais angolanos também. 

29 de abr. de 2010

Fofoca de trânsito


Continuando o post anterior, que estava muito grande já, vou contar um causo. Temos um conhecido que dirigindo na estrada em Cabinda, parou pra ver uma pessoa que tinha sido atropelada. 
Sendo o único com carro e boa vontade, foi convencido a levar a vítima ao hospital e pediu pra alguém ir junto. 
Lá no hospital, levaram o atropelado pra dentro e ele ficou na porta, sendo questionado pelas pessoas que estavam na entrada. 
O bolo de gente ao redor começou a aumentar, todos acusando-o de ter atropelado o rapaz. Quando ele estava quase apanhando, a pessoa que foi junto pra ajudar apareceu e explicou que ele não era o culpado. 

foto de www.wikitravel.org

Fim do causo.

A causar no trânsito


Queríamos ir a uma loja de tecidos hoje (o porquê não vem ao caso agora) e ficamos uma boa hora no trânsito, tentando seguir as direçoes que nos levariam ao tal Armazém São Paulo. 
A primeira indicação foi: sobe essa rua todinha aí você vai ver uma loja brasileira (como eu vou saber que é brasileira?) e pode perguntar lá. Segunda indicação: vai a rua toda em frente, depois não sei bem. Terceira: ah, mas o Armazém já fechou a essa hora... 
4 horas da tarde o trânsito já não é dos melhores. Não é dos melhores nunca, na verdade é sempre o pior, mas hoje foi campeão porque a gente participou de briga de trânsito. 
Antes de tudo já vou dizendo que eu não acho bonito agredir as pessoas no trânsito, mas que eu, ocasionalmente, compartilho desse ato nada educado.
Meu marido no volante, nós dois em nosso possante (o carro mais sujo de Luanda, mas só do lado de fora), esperando o farol abrir. 
O farol abre e um gajo entope o cruzamento, então ficamos no meio, esperando a coisa andar pra passar. Quando o negócio andou uma senhora enfiou seu 4x4 importado da Conchinchina no meio do caminho e ficou fazendo caretas, falando e gesticulando alguma coisa. 
Marido p-da-vida faz o quê então? Mostra o dedo do meio pra perua. 
Eu sei...
Aí, o marido da perua, 1metro e meio, gravata roxa, óculos mosca, sai do veículo e vem na janela agarrar o colarinho do marido p-da-vida que passa a ser marido-surpreso-pacas.
Eu que não sou perua nem barraqueira em país que não é meu, só ficava repetindo... Meu senhor, agressão física? por favor... 
E a perua: liga e mostra pra ele com quem ele está a mexer! 
O homem com o celular em uma mão, a outra no colarinho. O povo buzinando, parando pra dar palpite.
E a perua: faz ele perder a matrícula e ser expulso do nosso país! (??!!)
Ficamos nessa até que o carro dela andou, o marido disse "Da próxima vez vou chamar a polícia..." e nós fomos embora e desistimos do tecido.

23 de abr. de 2010

Expandindo o vocabulário

Como boa brasileira, eu converso sobre futebol com quem me der trela, mesmo sem entender patavinas. Tem muita palavra que é diferente do nosso português... 
Vamos nos inteirar do vocabulário futebolístico de Angola (possivelmente dos colegas lusitanos também).

Não diga Gol diga Golo. 
Goleiro é guarda-redes.
Pra falar o placar você tem que dizer 1 a 2 bola. mesmo se for zero, diga 1 a 0 bola.
Cartão é cartolina. (você que é brasileiro também, pode visualizar o cara levantando aquela cartolina que usava na escola)
Camisa é camisola.
Trave é baliza. (nao, eles nao costumam estacionar o carro no campo) Se alguém gritar que bateu na baliza, calma!
Bandeirinha é Fiscal de linha. 

(jogaço no estádio do Ferroviário de Maputo)